segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A aposta (parte 2)

continuação...

Fomos a um bar na zona dos Foros de Amora que mais parecia uma quinta de casamentos, de tanto espaço que tinha no exterior para estacionamento – e, de facto, tinham imensos veículos lá parqueados. O nosso grupo veio em dois carros, tendo eu ido no banco traseiro de um deles – nenhuma delas me deixou ir a conduzir, provavelmente com medo de eu fugir – e ainda éramos seis pessoas.

Saí do carro com recurso a uma canadiana que me haviam arranjado e lá fui coxeando atrás de Andreia e Helena, que lideravam o grupo, e de braço dado com a minha esposa. Recebemos todos um cartão de consumo à entrada para o edifício e, assim que passámos um par de portas duplas, ficámos num espaço enorme, cheio de cadeiras e mesas, com alguns sofás aqui e ali. Havia uma mesa com uma placa “Reservado” em cima e foi mesmo para essa que nos dirigimos. À medida que fui andando, vi os restantes clientes, a grande maioria aos pares e em grupos, em que nesses grupos havia diversos pares ou casais do mesmo sexo, aqui e ali uma crossdresser – como eu, pensei logo – mas tudo dentro da maior normalidade, sem cenas íntimas à descarada. Dir-se-ia um bar para homo, hétero, bi e assexuais, ou pelo menos foi essa a ideia com que fiquei. Ainda assim, e devido ao nosso visual bastante fétichista e kinky, assim que entrámos passámos a ser o centro das atenções do bar: senti os olhos de toda aquela gente cravados em mim e, naquela altura, se houvesse um buraco fundo para me esconder, eu ter-me-ia atirado lá para dentro.
A noite naquele bar até acabou por ser mais divertida que o que eu estava à espera, pois houve karaoke e acabámos todos por ir cantar pelo menos uma música – eu acabei por ir acompanhado de Ana cantar o “Man! I Feel Like A Woman” de Shania Twain, perante a risota das minhas companheiras – todavia todas elas iriam cantar e aí foi a minha vez de me rir. Havia um espectáculo a começar à 1h30 que consistia em crossdressers a fazerem playback de músicas conhecidas – confesso que houve algumas que fiquei na dúvida se eram na realidade homem ou mulher – mas como o mesmo se ia prolongar pela madrugada fora, assim que houve um intervalo, levantámo-nos e fomos pagar.

Já passava das 3h da manhã quando chegámos a casa; e logicamente que, durante o percurso, vim a pensar no que iria acontecer a seguir: era absolutamente impossível que aquelas quatro velhacas deixassem passar em claro a oportunidade de eu estar vestido de mulher para fazerem uma “judiaria” qualquer.
Efectivamente, assim que entrámos em casa, Amélia perguntou logo:
- Meninas, estou sem sono… sabem qual a Minha vontade? Adorava ver um duelo de espadinhas…
Andreia riu-se e agarrou logo em Helena, levantando-lhe a saia e baixando-lhe as cuecas, revelando o seu órgão masculino com um cinto de castidade que a minha cunhada prontamente retirou.
- Não é mal pensado, não… até agora a noite foi fraquinha em entretenimento do bom, quero ver “lésbicas”!
Olhei para Ana e vi-lhe um misto de resignação e provocação: sabia que ela ao mesmo tempo queria e não queria ver-me em algo do género. Acabei por lhe piscar o olho, virei-me para Helena e aproximei-me dela:
- Anda cá, jeitosa…
A verdade é que, já desde que saíramos de casa, eu me havia preparado mentalmente para a possibilidade de aproveitarem o meu visual feminino para me incluírem num jogo sexual qualquer: era uma oportunidade única que nenhuma delas quereria desperdiçar. E como eu não queria estragar a noite a ninguém ou incompatibilizar-me com as minhas cunhadas (por todos os motivos e mais alguns), decidi “ir na maré” e ver o que se iria passar. Desde que não se lembrassem de me meter coisas no cu…
Helena não se negou aos meus avanços. Não era a primeira vez que eu e ela nos envolvíamos (sempre nos jogos sexuais da família Karabastos), por isso ela respondeu ao meu abraço e ao meu beijo na sua boca. Porém, isso foi Sol de pouca dura, pois eu fiz logo questão de a fazer recuar contra a parede até ficar com as costas lá firmes; e o passo seguinte foi virá-la de costas de para mim.
- Amor, ele… ela quer comer-me por trás! – gemeu a hermafrodita.
- Quer? Bom para ela, é sinal que sabe o que é bom! – e Andreia soltou uma gargalhada.
A minha ideia era de facto enrabá-la: baixei os collants até os meus genitais surgirem e encostei-lhos logo ao rego do cu. Helena estrebuchou fracamente mas dava a ideia que ela queria que eu continuasse. Assim que comecei a entrar-lhe no traseiro, Helena soltou um gemido que pareceu ser de dor ao princípio mas que terminou com um “tão bom…”. À medida que ia entrando naquele traseiro, fui passando as mãos pelo corpo da hermafrodita, por cima do vestido, sentindo todas as suas curvas; uma mão deteve-se nos seus seios e mamilos, ficando a massajar-lhe os peitos mesmo por cima do tecido sintético, enquanto a outra desceu até ao seu órgão e começou a masturbá-lo. Não demorou muito até Helena se começar a vir, ali mesmo contra a parede, ainda comigo a penetrar-lhe o posterior; e eu ia começar a preparar-me para atingir o orgasmo quando duas mãos agarraram em mim e me fizeram afastar da rapariga.
- Amor… desculpa. – pude ouvir a voz de Ana – Mas antes eu que qualquer uma das outras.
Ia perguntar de que falava ela… quando me apercebi que o seu baixo-ventre estava encostado ao meu rabo e que ela tinha lá qualquer coisa a mais.
- Amor… nem penses. Já te disse, já vos disse que não quero ninguém a meter-me coisas no cu! – retorqui, algo zangado.
- Amor da minha vida, eu sei, mas… desta noite não vai passar, são três contra um e tu não consegues fugir com esse tornozelo e esses saltos. Elas querem que tu sejas enrabado; e queriam ser elas a fazê-lo… nem sei como as consegui persuadir a ser eu a encarregue disso. Por favor… eu vou ser muito mais meiga e delicada do que elas alguma vez seriam. E… – engoliu em seco – eu queria muito ser a privilegiada a tirar-te a virgindade, nem que seja a anal…
Olhei em volta. Todas elas haviam levantado as suas saias e exibiam strap-ons de diversos tamanhos e feitios; depois virei-me para a minha esposa e reparei que ela também tinha um dildo na zona púbica, mas mais pequeno que o delas. Engoli em seco, apercebendo-me que Ana tinha razão: nunca conseguiria sair dali sem o meu posterior ser penetrado (apesar de não ser propriamente uma estreia1)… Suspirei, resignado.
- Bom… entrego-me a ti, amor.
Ela sorriu, abraçou-me e voltou a beijar-me, enquanto eu sentia o seu dildo em contacto com o meu órgão. O momento quebrou-se quando duas mãos me agarraram e fizeram dar dois passos atrás.
- A minha pila precisa de un buraco! – exclamou Ângela, fazendo-me ajoelhar – Et ta bouche, oh là là! Sabes, adoro comer crossdressers, e tu com esse visual… ficas um pão!
Mal tive tempo de reagir quando aquela cunhada me enfiou o seu dildo na boca, enquanto, atrás de mim, senti uma substância húmida ser-me esfregada no ânus por luvas de látex. Ao pé de nós ouvi berros e gritos mas não consegui perceber de que se tratava. Senti Ana ajoelhar-se atrás de mim e encostar o seu corpo ao meu; e a sua pila ficou logo espetada no meu ânus, prontinha a entrar-me no cu… Engoli em seco, fechei os olhos e preparei-me para o pior.
Todavia, enquanto a irmã estava a ser brusca e me enfiava o dildo na boca com alguma violência, Ana foi gentil e cuidadosa. A sua pila entrou-me no rabo de uma só vez, é certo, mas lentamente e com calma, muito longe da sofreguidão que eu esperava dela… e moveu-se lentamente dentro de mim, saindo e entrando, entrando e saindo, sempre com a minha esposa a gemer de prazer. Tenho de admitir que aquele corpo estranho a violar-me o posterior não era de todo desagradável, pelo menos não na medida que eu pensava de início… Indiferente a tudo isso, Ângela continuava a enfiar-me o strap-on na boca, agarrando-me no cabelo e controlando a velocidade com que eu a “chupava”. Não demorou muito até que ela começasse a gemer e a gritar, como se se estivesse a vir – e talvez estivesse.
- Oh, meu… minha querida, minha bebé… – ronronou Ana, com a sua mão a viajar-me pelo meu corpo abaixo até me agarrar na pila e ma começar a masturbar. Entretanto, Ângela tirara o seu strap-on da minha boca e afastara-se com um sorriso jocoso, deixando-nos a sós.
Inclinei a cabeça para trás, encostando-a à farta cabeleira encaracolada de Ana, e fechei os olhos. Toda aquela situação era excitante, não o vou negar: era uma autêntica orgia de sensações que me percorria os nervos. As minhas mãos foram para trás de mim, foram em busca do corpo da minha mulher: queria também excitá-la, fazê-la ficar louca; todavia na posição em que me encontrava não o conseguia fazer. Apesar disso, a minha esposa não parecia precisar de mais excitação: só pelo vigor e rapidez com que a sua mão me estimulava o pénis, dava para ver que ela estava possuída… mas nem por isso o seu dildo passou a viajar mais depressa!
- Oh, meu amor, tu como menina ficas tão bonita, tão apetitosa… tão gostosa… comia-te para sempre… hmmmmmmm…
Senti os seus lábios no meu pescoço e os seus beijos… e quando dei por mim, estava a gemer loucamente, com o meu órgão a libertar a sua essência para a frente e escorrendo para a mão de Ana, que continuava a masturbar-me apesar do meu orgasmo. Não demorou muito até a minha esposa começar a gritar aos altos berros, de prazer, assim que ela também se começou a vir.
Ficámos imóveis imenso tempo, como de costume: normalmente depois do acto sexual, como bem sabem, é normal ficarmos nos braços um do outro (se bem que o habitual é ser eu a ficar por trás). Assim que o meu pénis parou de cuspir, Ana tirou dali a mão e passou-a pela sua boca, chupando os dedos.
- Hmm… hoje sabe ainda melhor, paixão! – suspirou ela, lambendo os lábios.
Só muito depois dos nossos orgasmos é que olhámos para o (agora) quarteto que estava no outro lado da sala. Para não variar, Helena estava a ser abusada pelas três irmãs: haviam-lhe atado os pulsos e feito a hermafrodita sentar-se ao colo de Amélia, que se divertia a penetrar-lhe o posterior, enquanto Andreia se deitara sobre as duas e tinha o seu strap-on enfiado na vulva de Helena. E tal como havia feito comigo, Ângela agarrava no cabelo escuro da prisioneira e enfiava o seu falo na boca escancarada dela.
- Amor… – sussurrou-me Ana ao ouvido – E que tal se nos juntássemos a elas?
- Como assim?
- Vais à Ângela e eu vou-me à Andreia, comemos-lhes os traseiros… que te parece? Aqueles dois cus abandonados, até é um crime ficarem sem miminhos…
Olhei para ela lentamente, depois ri-me. Levantei-me e ajudei Ana a fazer o mesmo, depois fomos de mãos dadas até àquele embrulho de corpos que se procuravam excitar ao máximo. E quanto a minha esposa se abraçava a Andreia e se ajeitava de forma que o seu dildo entrasse no posterior da irmã, eu fui ter com Ângela, que continuava a maltratar a boca de Helena. Abracei-a por trás, o que a fez dar um salto e olhar para trás.
- Qu’est-ce…?
Não a deixei prolongar-se mais: com uma mão levantei-lhe a mini-saia e com a outra apertei-a contra mim, enquanto o meu órgão, ainda fora dos collants, se encostava ao seu rabo e eu começava a empurrar-lho para dentro.
- Non, non, non, fils de pute, arrête! – gemeu ela à medida que eu ia entrando no seu posterior.
- Que se passa, chérie? Não abusaste de mim há bocado? Agora é a tua vez de levares com uma pila… – ri-me – Até porque eu tenho contas a ajustar contigo.
Ângela parou de penetrar a boca de Helena e imobilizou-se, enquanto ia gemendo baixinho. Apesar de a minha vontade ser de a enrabar sem piedade até ela chiar, acabei por o fazer com alguma delicadeza, quase como Ana havia feito comigo – quase. Levantei os olhos e vi que a minha esposa estava atrás de Andreia, passando-lhe a mão pelo cabelo, enquanto esta estava com cara de quem estava a ser surpreendida com algo.
Comecei a acelerar um pouco os meus movimentos de vaivém, o que fez com que os gemidos da caçula da irmandade Karabastos fossem aumentando de volume. Agarrei-lhe no cabelo e fi-la debruçar-se para a frente, ficando com a cara encostada à de Helena, que sorriu, piscou-me o olho e beijou a cunhada nos lábios. E sempre que o meu órgão lhe saía do rabo, eu dava-lhe algumas palmadas nas nádegas brancas de Ângela até voltar a entrar-lhe no posterior, fazendo-as ganhar uma corzinha rubra. Ela não parava de gemer e gritar e suspirar, mas também a vi meter a mão por baixo da saia e acariciar a sua vulva, sinal que aquela experiência não estaria a ser totalmente negativa para ela…
Acabei por me vir novamente no traseiro de Ângela. Quando isso se aconteceu já Ana havia gritado de prazer por duas vezes, enquanto a minha parceira daquela altura apenas o fez um pouco depois do meu orgasmo. Quando saí do seu traseiro já o meu órgão estava a mirrar; comecei puxar os collants para cima e a ajeitar o vestido… mas quando dei por mim já tinha uma morena ajoelhada à minha frente. Ana já se havia desembaraçado de Andreia e já viera novamente para a minha beira.
- Oh, fofinha, já te ajeitaste? – sussurrou ela, aparentemente desiludida.
Escusado será dizer que os collants não demoraram muito para serem baixados novamente… todavia, quando esperava que ela atacasse o meu órgão, ela agarrou-o com uma mão mas olhou para Ângela e fez-lhe um sinal com a cabeça.
- Posso? – perguntou ela.
Ana repetiu o gesto e Ângela não se fez rogada: abocanhou-me o pénis até ao máximo, enquanto a minha esposa se ocupou dos meus testículos, metendo-os na boca primeiro um, depois o outro e por fim ambos, dando-lhes beijinhos. Perante aquele duplo “ataque”, rendi-me e deixei-me ficar quieto e imóvel, de olhos fechados, indiferente ao que se passava ao nosso lado com as outras Karabastos, apenas e só focado naquelas duas bocas. Sobressaltei-me quando senti uma mão tocar-me no rabo e um dedo entrar-me no cu… mas aceitei-o sem estrebuchar, visto já ter suportado coisas mais loucas naquela noite. E com aquele dedo a juntar-se às bocas diabólicas de Ana e Ângela, acabei por me vir mais uma vez – nem sei como, depois de já ter sido “espremido” das vezes anteriores! Abri os olhos e olhei para baixo, vendo as duas irmãs a abandonarem os meus genitais e a beijarem-se, com o meu esperma a passar de uma boca para a outra e vice-versa.

- O que raio se passou esta noite?! – perguntei, quando me estendi na cama.
O relógio marcava 5:54. Depois daquele autêntico bacanal, ainda fui tomar banho com Ana, onde ela lá me retirou todos os adereços e me fez voltar ao meu eu habitual.
- Tenho de ser honesta contigo, querido. – Ana ignorou a minha pergunta – Davas uma boa gaja! Toda jeitosa e espampanante, ainda enganavas uns quantos! Se calhar daqui a uns tempos voltávamos a repetir esta gracinha, não achas?
- Ana, deixa-te disso… sabes bem que eu gosto muito da minha masculinidade, gosto de mulheres, não…
- Opah, deixa-te de tretas, não é preciso seres crossdresser para vestires uma lingerie e uns saltos, podes sempre ser um fetichista a quem o sexo com uma mulher sabe melhor quando calça umas botas e veste umas meias de nylon.
- Sim, sim, eu sei… – comecei, mas a minha esposa não me deixou terminar.
- E também gostaste que eu te comesse, não gostaste? Tenta lá dizer que não, vá… – e ela ficou a olhar-me nos olhos intensamente.
Não consegui responder, o que por si só já era uma resposta. A verdade é que não fora desagradável de todo aquela experiência – talvez apenas com pessoas a mais, na minha opinião – e talvez até pudesse vir a acontecer uma segunda de futuro. Mas a médio-longo prazo, apenas…
Abracei-me a ela e fizemos conchinha com Ana sentada a meu colo.




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