quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Forçado a ser menina

- Tu.
Sorri quando vi o Seu dedo a apontar para mim. Os outros submissos protestaram, enquanto Lady Alexia Se aproximou da nossa cela e abriu a porta. Ajoelhei-me, olhando para o chão frio de cimento, enquanto os Seus passos soavam cada vez mais próximos. Então, a Sua mão enluvada agarrou na minha coleira e no seu anel metálico, prendendo-lhe a Sua trela preferida. Ela levantou-me e arrastou-me para fora, enquanto os outros submissos imploravam-Lhe para os levar a eles. Todavia, um virar súbito de Sua cabeça fez o silêncio voltar à divisão.
- Não quero ouvir o mínimo barulho enquanto Eu estiver ausente, ouviram, seus merdas?
Em coro, todos responderam “Sim, Senhora”. Ela voltou-Se e saiu daquele quarto, arrastando-me com Ela.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A terceira pessoa

(história anterior)

Fui até à casa de banho e lavei os dentes. Ana já estava deitada, de lingerie vestida (ela adorava dormir com roupas sexy vestidas, às vezes mesmo com sapatos ou botas, que se há-de fazer?) e à minha espera. O relógio marcava “22h53” – não era tarde como de costume, mas tínhamos pensado em entretermo-nos um bocadito antes de dormir. Por isso mesmo, despachei-me a lavar os dentes, pensando já no que iria acontecer naquela noite; algumas ideias, confesso, fizeram-me ficar “de pau feito”…

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A sessão fotográfica

Olhei para o relógio e soltei um palavrão. Tinha-me esquecido por completo a que horas Bill me havia dito para estar no estúdio, e ele não era propriamente a pessoa mais paciente… Corri pela rua, os saltos das minhas botas a ressoarem contra o chão: felizmente, já não me encontrava muito longe do endereço que ele me havia dado.
Quando finalmente cheguei, fui imediatamente cumprimentada por Bill, que estava à porta da casa a fumar um cigarro:
- Olá, jeitosa. – ele sorriu, beijando-me na face – A Lucy chegou já há um quarto-de-hora.
- Já?! – perguntei – Oh, gaita, cheguei atrasada, não foi?
Ele riu-se, acabando o cigarro e deixando-me entrar no local onde estava combinado fazermos a sessão fotográfica, seguindo-me.
- Não, Ana, ela veio mais cedo. Disse que pensava que iria demorar mais tempo a cá chegar… é no que dá trabalhar com modelos estrangeiras. – e piscou-me o olho. Só pude sorrir perante a boca, que também me atingia.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O aniversário

(história anterior)

Quando a fechadura da porta do clube deu um estalido, convidando-nos a entrar, engoli em seco. Todavia, naquele momento, não havia volta a dar: havia concordado com aquilo e estava a fazê-lo para agradar-Lhe. Assim, pensei “corações ao alto” e dei a mão à minha Dona, passando a ombreira da porta.
O nosso grupo consistia em cinco pessoas; para além de mim e da minha Dona, vinha a Sua Amiga (sempre transbordando sensualidade, com uma blusa transparente e botas pelo meio da perna) e o seu respectivo namorado, para além de uma cross-dresser também nossa amiga (de vestido longo bordeaux e sapatos de salto alto brilhantes). No hall de recepção não estava ninguém para nos receber, o que era perfeitamente normal: estavam todos lá em baixo atarefados com o jantar e com a distribuição de lugares nas mesas. Abrimos a porta que dava para a escadaria de acesso à cave onde iamos jantar e estar nas horas seguintes, celebrando o aniversário da minha Dona.