segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A aluna

Não julguem pelo meu silêncio que eu tenho estado quieta com os meus meninos; todavia, o rapazito que está encarregue de escrever as nossas aventuras tem-se desleixado com a sua tarefa – se calhar tenho de o recrutar para o meu harém e metê-lo logo a chupar o Miguel e o Vasquinho…
Como já referi, o Vasco é o meu menino preferido: já o testei ao máximo e sei que ele, por mim, é capaz de tudo (e um dia tenho de comprovar isso mesmo); todavia, isso não significa que eu desprezo o Miguel e a Rita, nada disso. Aliás, a última vez que me apeteceu brincar com um dos meus meninos foi o fétichista das botas a ser requisitado…

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A aposta (parte 2)

continuação...

Fomos a um bar na zona dos Foros de Amora que mais parecia uma quinta de casamentos, de tanto espaço que tinha no exterior para estacionamento – e, de facto, tinham imensos veículos lá parqueados. O nosso grupo veio em dois carros, tendo eu ido no banco traseiro de um deles – nenhuma delas me deixou ir a conduzir, provavelmente com medo de eu fugir – e ainda éramos seis pessoas.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A dama de espadas

(história anterior)

Este talvez seja o último texto que vou escrever. A minha vida deu uma curva para pior e transformou-se num Inferno muito maior que aquele em que eu já me encontrava. A minha Dona, Lady Katarinne, traiu-me, tratou-me como um objecto desprezado e condenou-me a… bom, vocês verão.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A aposta (parte 1)

(história anterior)

- Estás a ver? – regozijei-me assim que entrámos em casa – Estavas tu cheia de medo deles… A primeira já cá mora!
- OK, OK, amor, tinhas razão. – Ana suspirou, apesar de também estar feliz – Mas estava à espera de mais dificuldades. E continuo a dizer que o arranque do campeonato vai ser durinho.
- Não digo o contrário, atenção! Mas eu tenho confiança na rapaziada que cá temos este ano vai dar para as encomendas e para mais uma vitória.
A minha princesa parou no meio da sala, ficando com um sorriso malandro.
- Quanta confiança tens tu? – perguntou.
- Como assim? – fiz uma pausa – Queres fazer uma aposta?

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Consolar a viúva

Marília meteu as últimas coisas dentro da caixa de plástico, tapou-a e olhou para o quarto que agora se encontrava vazio. Durante alguns anos, aquele havia sido o quarto das ferramentas de Paulo, o seu marido. Mas Paulo havia desaparecido meses antes sem deixar rasto, uma manhã saíra para trabalhar e nunca mais ninguém o havia visto. Cansada de esperar, especialmente depois de terem surgido movimentações nos seus cartões de crédito do outro lado do país e de ter aparecido o rumor de que o seu marido havia sido avistado atracado a uma beldade de fartas curvas bem longe dali, Marília optou por se antecipar à confirmação oficial. Passou a vestir-se de luto carregado e tratou de arrumar as coisas que haviam pertencido a Paulo, com a intenção de as dar, vender ou deitar fora.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Recepção de boas vindas (parte 2)

(continuação...)

A Enfermeira-Chefe N empurrou a cadeira de rodas por um corredor comprido, cheio de portas de um lado e do outro, todas elas fechadas à chave mas de onde, de trás de algumas, se podia ouvir um gemido ou um choro. À medida que avançava ia olhando para elas, escolhendo qual dos pacientes iria utilizar em Catarina; acabou por se deter à frente de uma porta igual às outras, meteu a chave na fechadura e abriu-os, empurrando a cadeira de rodas e a sua cativa.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A Dona Armanda

(história anterior)

“No Carnaval é que elas saem à rua.” A frase é de uma colega minha de trabalho e acaba por resumir bem o que foram esses dias na empresa onde trabalho. Na noite do Domingo Gordo, recebi uma mensagem do Daddy a dizer-me que queria que eu fosse mascarada de “D. Armanda”, e após pedir esclarecimentos a resposta foi “podes dar largas à Melanie, aparecer de secretária e… o resto logo se vê”. Quando li a mensagem, o meu clitóris deu logo sinal…

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Recepção de boas vindas (parte 1)

Catarina fora uma rapariga que sempre se habituara a ter tudo o que desejava. Filha de pais bem na vida e que nunca lhe negaram qualquer um dos seus caprichos, ela havia atravessado a adolescência e chegado à idade adulta sempre armada em diva, com toda a gente a fazer-lhe as vontades. Todavia, a vida encarregou-se de a colocar no seu lugar – com dois pontapés. O primeiro deu-se quando, após um curso de turismo numa escola profissional, o único trabalho que lhe surgiu foi numa companhia aérea, como hospedeira de bordo. Aí, e pela primeira vez na vida, Catarina teve de fazer as vontades das outras pessoas e engolir, pela primeira vez, o seu orgulho e as suas atitudes de diva sob pena de ser posta na rua e não ter meios de subsistência – depois de mais um desentendimento com os pais, estes haviam cortado toda e qualquer ideia de lhe continuarem a sustentar o seu estilo de vida folgado. Mas ainda assim aquela menina loira continuava com uma opinião muito inflacionada dela própria.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Lição repetida

(história anterior)

A minha vida ao lado de Márcia cada vez mais se assemelhava a um conto de fadas infindável. Todos os dias ela arranjava maneira de me sentir uma princesa, sempre a dar-me um miminho, um carinho, uma prendinha por mais pequenina que fosse. Creio que já o disse, mas já não conseguia imaginar a minha vida sem aquela autêntica Amazona, dura com todos menos comigo (excepto na nossa intimidade!). Tudo era perfeito na minha vida.
Tudo… ou quase tudo. A questão do nosso vizinho homofóbico, apesar de aparentemente ter sido atacada por Márcia1, nunca ficou definitivamente resolvida. De vez em quando, lá nos deparávamos com um pneu furado num dos nossos carros (quando não era nos dois), um papelinho na caixa do correio a apelidar-nos de “fufas” ou um vidro partido com uma pedra e uma mensagem “Desapareçam ou morram”. Claro está que isto me deixava um nadinha assustada e falei à minha marida de que se devia fazer alguma coisa, arranjar uma providência cautelar ou assim, mas ela respondia sempre que era difícil provar que o autor daqueles actos de vandalismos era o nosso vizinho, uma vez que nunca havia testemunhas… Acabei por me conformar com aquela mancha no meu paraíso, até porque não havia nada que eu pudesse fazer.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O bebé

(história anterior)

Assim que chegou o mês de Maio, resolvi tirar uma semaninha de férias para descansar e passar algum tempo com Mamã. Apesar de o meu trabalho não ser muito exigente e eu até estar grande parte do tempo em casa, senti saudades de estar 24/7 com aquela linda Senhora e ser objecto dos seus carinhos – ou castigos. Quando eu Lhe falei na ideia, Mamã sorriu e beijou-me ardentemente, ao mesmo tempo que via surgir nos Seus olhos um brilho sádico.